domingo, 6 de janeiro de 2019

2018 à 2019


Toda vez que eu escrevi aqui era porque de alguma forma os meus sentimentos transbordavam do peito e cara, 2018 foi insano. Foi o ano que chegou com uma avalanche de sentimentos ruins que se transformaram e foram ressignificados. Dizem que quando o seu santo rege o ano vigente as cobranças são maiores, para nós crescermos e amadurecemos e olha Xangô, foi dito e feito.
Pouco a pouco os sentimentos ruins deram espaço à esperança que gerava gratidão e as perdas se tornaram movimento que abriu caminho para que pessoas incríveis entrassem na minha vida e as que ficaram só intensificaram o que eu já sentia.
 No decorrer dos dias consegui fazer as pazes com o meu cabelo, meu peso, minhas roupas largas, minha futura abordagem na Psicologia, meu coração, minha família e com um dos meus melhores amigos. E de pequenas a pequenas sensações de paz eu realmente entendi do que precisava. Consegui também ir para lugares que nem podia ouvir falar antigamente (Bares, baladas e academia) e a deixar as coisas mais leves e só posso agradecer a minha melhor amiga por isso.
Falando em academia foi uma das melhores coisas que me aconteceu, foi superação atrás de superação e de repente quem só pensava em ler, estudar e trabalhar passou a gostar de fazer exercícios e acredite se quiser aquele lugar antes tão aversivo fez ampliar os vínculos com os meus melhores amigos e trouxe pessoas maravilhosas para minha vida.
Ah, não posso esquecer o dia em que fui a uma cartomante e pela primeira vez alguém disse o que eu realmente sentia e não me senti tão louca por gostar tanto de alguém que acabei de conhecer. Esse lance de outras vidas ainda me faz perder horas de sono para tentar entender, mas descobri que as informações só chegam no momento certo, por mais clichê que isso possa parecer.
Por fim, no meu trabalho pela segunda vez fui reconhecida, depois de uma promoção com um mês e meio de empresa, em dezembro fui uma dos quatros funcionários melhores do ano e eu não seria sem a equipe que divido todas as minhas tardes, seis vezes na semana e seis horas e vinte por dia.
Quando eu comecei esse texto a ideia é que fosse mais um texto de amor, da ansiedade que estou sentindo ou das coisas que sei e não posso falar ainda, mas foi um texto de amor sobre o que me tornei em 2018 e por 2019 que mal começou e sei que será um ano maravilhoso e disso eu já tenho certeza :)

sexta-feira, 1 de junho de 2018

A rosa que não lhe dei


Não sei exatamente onde tudo se perdeu. Se foi na brincadeira ou na própria desculpa que era outra brincadeira, segundo você mesmo. Acredito que o erro foi pensar em algum momento que o cuidado seria recíproco. Ou até foi, hoje não sei mais. A lenda de que uma mentira acaba com mil verdades parece mais real agora, mas não posso ocultar minhas falhas que foram grandes também. Eu sempre senti muito e você sabia disso melhor do que ninguém, era fácil te contar dos meus sentimentos, era fácil te contar sobre tudo. Com isso, sabia que tinha acesso aos meus conteúdos internos que tentei esconder do mundo através de muros simbólicos e com muita destreza usou desse conhecimento para me afetar no sentido pejorativo da palavra, como consequência eu que muito sentia desde então não conseguia sentir mais nada. Eu que esbravejava quando não gostava de algo não conseguia dizer se quer uma única palavra, as lágrimas consegui conter até o momento mais propício e venho tentando deixá-las correr quando não a ninguém por perto.  
Hoje o Facebook trouxe lembranças de nós e não consegui esconder a saudades e falta que você me faz. É que achei que a dor passaria igual quando se quebra uma perna, por exemplo. A primeira instância a dor é imensurável mais gradualmente com o passar dos dias e com muito cuidado vai amenizando até virar uma cicatriz, mas na questão afetiva essa quebra de relação causa angustia e como faz para essa sensação passar? Eu pesquisei, é comprovado um giro no cérebro que causa essa tal sensação. A dor é real. O engraçado é que para a perna quebrada ninguém diz “sai dessa” ou até mesmo “para de frescura, não foi nada” e para um coração partido essas expressões são recorrentes com todo ar de arrogância e superioridade de quem não se entrega ao sentimento.
Como disse, muito dessa dor a culpa é minha também. Ninguém me pediu para te idealizar sem erros e nem muito menos para admirar seu jeito espontâneo e convicto de lidar com a vida, fiz por conta própria. Me lembro, de quando me levou para conhecer a Casa das Rosas e como aquele momento foi significativo para mim. Coincidentemente, no momento que sai de lá para voltar para minha casa, uma mulher vendia imã no trem e vi uma rosa parecida a qual gostamos e comprei para lhe presentear como forma de gratidão. No outro dia em que iria te entregar você faltou e me senti tão sozinha com aquele batalhão de sentimentos que depois nem entreguei mais, foi frustrante, sabe? Mas carreguei a rosinha comigo até o dia que me contou a verdade e horas depois me fiz dela na esperança que os sentimentos fossem também, não foram.
Ainda me sinto sozinha e sempre que tento contar nossas histórias para alguém não consigo terminá-las porque parece que só nós dois sabíamos a importância e significados sobre elas. Me dói não poder te contar o quanto isso me destruiu e como está sendo difícil recomeçar. Me dói fingir indiferença todo dia quando te vejo. Me dói não poder te contar as novidades. Me dói não te contar sobre as conquistas que tive e torcemos juntos para que dessem certo. Me dói não te contar que concordei com Freud pela primeira vez. Me dói não lhe contar sobre meus conflitos. Me dói minha dor ser sua perda. O pior de tudo isso é não saber como está levando sua vida sem mim ou se isso lhe doeu como me dói, se lhe faço falta como você me faz. Agora, todos os dias se parecem com aquele que você faltou.

sábado, 2 de setembro de 2017

Último Mês

Entra. Senta. Fica a vontade. Quer um café? Bom... Vamos lá, vou te contar o que aconteceu no último mês. Não vou prometer nenhuma emoção ou fazer parecer pejorativo. Não foi. 

Primeiro, junto com o início de agosto voltou minhas aulas e olha, já é um baque ter que se reorganizar, não ter mais aquelas horinhas de sono a mais e as conversas matinais infinitas com a minha mãe. Esses diálogos prazerosos foram trocados por aulas que não posso ser hipócrita agora, me deixam cada vez mais apaixonada pela psicologia. Entenda-me, eu demoro a me adaptar com mudanças. Mesmo que sejam boas.

Com tudo isso acontecendo eu ainda faço parte da classe operária e saudando Marx o capitalismo gera uma disputa horrível entre os colaboradores. A saída de uns deles me deixou com mais responsabilidades. Nos primeiros dias achei que iria pirar, porém meu lado responsável e desafiador me fez pegar gosto pela coisa.

Houve outro paralelo, conheci um cara. Ah, eles sempre aparecem com intuito de me desestabilizar. Dessa vez quase deu certo. Quase. Sempre um quase. Com o tempo percebi que foi melhor assim. Elaborar o luto é sempre um processo doloroso e intenso.

Não vou entrar nas questões familiares, você sabe, são sempre tão complexas e com uma carga emocional gigantesca então só posso lhe tranquilizar e dizer que estão todos bem e seguindo com os seus porquês.

Moço, o que me anima é o inicio de setembro. Além de me trazer mais um ano de vida e um montante de surpresas boas ele sempre me lembra de que existem mais situações para descobrir, pessoas para conhecer e caminhos para continuar.


Agora moço paciente que teve a destreza de me ouvir e me acolher com o olhar... Me fale sobre você. Antes de começar quer mais café? 


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Todos procuramos amor - Natália Melo

Olááá! Tudo bem? Saudades de aparecer por aqui, mas para compensar trouxe uma indicação de livro para ler nesse feriadão.
Todos Procuramos amor, quando li o titulo desse livro fiquei pensando será que buscamos esse sentimento mesmo? ou será que ele é consequência de atitudes que tomamos? O que você pensou quando leu essa frase?
Enfim, em 356 páginas Natália Melo conta a história da Psicologa Juliana e o ator Steven que coincidentemente se encontram após um acidente trágico. Mesmo vivendo em cidades e com perspectivas diferentes os dois se deparam com um forte sentimento, com isso tentam entender e lutar por ele.
Sinopse
"Steven Falcon vive entre Nova Iorque e Los Angeles em rodagens de filmes e campanhas publicitárias. Desde a morte dos seus pais que sente um vazio inexplicável e vive sem saber como preencher aquela lacuna emocional. Quando decidiu viajar até à Terra Lusa, com os seus amigos, não sabia que a sua vida estava prestes a mudar. Numa noite fria na Estrada Marginal entre Lisboa e Cascais, num acidente trágico, conhece inesperadamente aquela que lhe fará sentir novamente vivo: Juliana. A portuguesa é psicóloga, vive o seu trabalho de uma forma intensa e luta diariamente para proporcionar novas oportunidades aos seus utentes sem-abrigo. Acredita que de uma forma inconsciente, ou não, todos procuramos amor mas quando se depara com a explosão de sentimentos que Steven lhe provoca, custa-lhe aceitar que pode estar perante o seu grande amor. Os obstáculos começam a surgir e a força para lutar por este amor esmorece-se. Relações antigas, distância, intriga e orgulho podem não ser ultrapassados depois de um grande sofrimento e de uma experiência quase fatal. Será que no final desta história prevalece aquilo porque todos nós procuramos?" 




Continue sendo essa pessoa iluminada. Tchau

sábado, 7 de janeiro de 2017

Resenha: O Diário de MR. Darcy

Olá Galerinha Tudo bem? Ganhar presente de Natal já é bom agora imagina ganhar o Diário do MR Darcy que há mais de 200 anos vem fazendo muita gente se apaixonar. Já contei para vocês que conheci a história pelo livro diário de Lizzie Bennet e achei incrível. Para ler a resenha dele clique aqui ou para de Orgulho e Preconceito aqui e também fiz um post comparando os livros e nesse citei o quando queria o Diário do MR Darcy bem antes de ser lançado. Enfim, vamos lá:
“O único lugar em que Mr. Darcy poderia compartilhar seus sentimentos mais íntimos eram as páginas do seu diário. Dividido entre o senso de dever com o nome de sua aristocrática família e a paixão crescente pela plebeia Elizabeth Bennet, tudo o que esse jovem nobre podia fazer era lutar contra tal sentimento. Neto de conde por parte de mãe, Mr. Darcy possuía grande quantidade de terra, enorme receita com os inquilinos e uma grande riqueza herdada. O tamanho de sua propriedade e o seu status social lhe davam, inclusive, o direito de nomear o vigário da paróquia e faziam dele uma pessoa muito influente no condado de Derbyshire, na Inglaterra do início do século XIX. Disputado pelas damas da sociedade londrina, Mr. Darcy vive sua experiência sentimental singular a partir do encontro com Elizabeth em Meryton, pequena vila do condado de Hertfordshire, no interior do país. Embora naturalmente rígido e teimoso, demonstra que, no íntimo, também é um homem dedicado e carinhoso. O Diário de Mr. Darcy, portanto, apresenta a história do improvável namoro de Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy do ponto de vista dele. Esta graciosa continuação de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, enfoca os conflitos de Mr. Darcy e as dificuldades do seu relutante relacionamento, da rejeição inicial à luta desesperada para conquistar o coração de Elizabeth. Orgulho e Preconceito tem inspirado um grande número de sequências nos dias de hoje, mas O Diário de Mr. Darcy é a mais bem-sucedida das que incidem sobre o rico e orgulhoso cavalheiro.”
O livro foi pulicado pela Editora Pedra Azul. Foi escrito por Amanda Grange e traduzido pela Andrea Carvalho. São 220 páginas de surpresas e cheias de motivos para amar cada vez mais o MR Darcy.
MR Darcy é tão orgulhoso que não consegue perceber isso e nos seus relatos soa como se esse comportamento fosse natural. Tudo que ele faz acredita que é para proteger sua irmã Georgiana ou seu melhor amigo Bingley e demora a notar seu egoísmo. Claro, que ele começa compreender depois de conhecer Elisabeth e é ai que tudo muda.
É incrível saber os sentimentos de Darcy e é engraçado ver como ele reluta contra por tanto tempo. Lendo o diário tive uma relação de amor e ódio com o personagem, mas quando me lembro de que o ódio é o outro lado do amor tudo faz sentido hahahah

Seus comportamentos e pensamentos não são diferentes do que eu esperava e entender o seu ponto de vista dá mais sentido a história e a faz mais linda ainda. Amanda Grange conseguiu dar vida a esse diário de uma forma fantástica, acredito que saber a versão do MR Darcy era o sonho de muita gente.
  E também veio esse montão de marcadores legais Não são puro amor? 

Se quiser saber mais ou comprar o livro clique aqui.

Espero mesmo que gostem e quando ler volta aqui para a gente conversar sobre?


Continue sendo essa pessoa iluminada e tchau ♥ 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Resenha: Artigos Vários de Psicologia

Olááá Galerinha Tudo bem? Há um tempo escrevi um texto aqui no blog contado que estava cursando Psicologia e a Chiado Editora que é nossa parceira me enviou esse livro cheio de artigos, não é puro amor?


São 87 artigos escritos por Sérgio Resende (formado em Psicologia Clinica) e estão organizados por ordem cronológica de 2007 a 2013. O legal é que são vários temas abordados, por exemplo, antropologia psicanalítica, hiperatividade, perturbações alimentares, complexo de Édipo, psicologia política, psicologia evolutiva, psicologia da religião, psicologia matemática, fobias, criatividade, telepatia e, para além de outras análises do comportamento e funcionamento psicológico humano, Teoria do Tudo em Psicologia e exopsicologia. Não são de mais?

 Eu que estou nessa vibe de estudar as abordagens e assuntos relacionados à Psicologia achei incrível esses artigos. Como são pequenos dá sempre vontade de continuar lendo.
Ah e se você tem curiosidade de saber sobre a caracterização psicológica dos personagens Batman, Tarzan ou King-Kong ou mais sobre a Psicoterapia Analítica de Jung você vai amar esse livro.
 Ficou a fim de ter o seu ou quer mais detalhes? Clique aqui.
 


Continue sendo essa pessoa iluminada e tchau 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Mal entendido

Eu já fiz três rascunhos desse texto e não consigo terminar. Já escrevi na minha agenda (onde escrevo desde 2013, é quase um diário com vários dias faltando), tentei duas vezes nesse espaço em branco aterrorizador do blogger e acabo sempre deletando ou guardando a agenda sem chegar a nenhuma conclusão.

É que no fundo tá tudo meio perdido, sabe? Vou tentar explicar porque em meio dos mal entendidos eu mesmo assim tentei.

Na verdade vim tentando quando tive um insight e fui ajuntando os pontos desde quando me chamou para o cinema, primeiro dei uma desculpa. Na segunda vez pedi para me lembrar de no meio da semana e depois veio me cobrar o porquê não fui (eu estava trabalhando)... Isso faz um tempo eu sei, mas o estalo veio conversando com uma amiga e por algumas coisas que aconteceram depois do meu aniversário.

Foi ai que tudo começou a mudar e os famosos “mal entendidos” acontecer, quer dizer, às vezes me pergunto se são realmente mal entendidos porque você não fez questão de provar o contrário. Amo a tecnologia aka WhattsApp, mas tem coisa que a gente tem que conversar, tomar um café e rolar o olho no olho. Entende?

Então, comecei a puxar assunto das coisas bobas a mais complexas, lhe disse sobre signos (faltou falar que o seu é meu paraíso astral) te contei do meu livro preferido, do meu amor pelo Darcy ou até mesmo de coisas que aprendia na faculdade. Lembra quando eu mandei um áudio toda feliz te contanto da inteligência musical? Tinha até ruído do metrô, não aguentei chegar em casa.

E aos pouquinhos fui pensando em você mais e no fundo acho que sabe disso. Não quero falar aqui de todos os desentendimentos até porque alguns mal entendidos partiram de mim também. Enfim, te emprestei meu livro preferido e se você parou a onde o marcador estava quando me devolveu minhas coisas Darcy e Lizzie ficam juntos no final. Quando eu pedi pra devolver minhas coisas foi porque achei que seria mais fácil me afastar, percebi naquela festa qual foi sua escolha e decidi que era melhor ir. Não imaginei que iria doer tanto.

Ao contrário do que dizia  nunca te achei complicado demais e tentei ver o lado bom mesmo nas coisas ruins que me falaram de você. Bom, não cabe a mim tentar explicar tudo que aconteceu agora. Leitor, eu sei que parece que tem uns furos no texto, mas acredito que seria melhor poupar vocês de todos os equívocos. Quem sabe não vira história mais pra frente? A intenção desse texto não é ser harmonioso e sim deixar alguns sentimentos que estão me angustiando e aproveitar para eternizar essa fase aqui. Então te eternizo nesse texto, no meio de todo mal entendio quero agradecer pelas coisas boas que fez (são essas que pretendo levar)

2018 à 2019

Toda vez que eu escrevi aqui era porque de alguma forma os meus sentimentos transbordavam do peito e cara, 2018 foi insano. Foi o ano que...