domingo, 21 de setembro de 2014

PUUF

Ilustração de Renata Vitrola

Não sei se vocês já perceberam, mas as pessoas que amamos vão se afastando ao ponto de só as mágoas/lembranças ficarem. Acha que estou brincando? Vou dar lhes dois exemplos e acredito que cada um que está lendo tem algum para me contar.

Me pai me buscava no ponto de ônibus quando eu chegava da escola por volta das 23h45min, depois de alguns dias me esperava na esquina. Na outra semana começou ficar no portão. E, agora ele mudou de casa.

Minha avó paterna vinha visitar a mim e meus irmãos toda semana, depois a cada quinzena. Daí então começou ligar nessas datas comemorativas: Dia das crianças, aniversários, natal. Hoje ela não liga mais, deposita um dinheiro na minha conta e está tudo certo. Ah, e não atende minhas ligações de agradecimento.

Se tem uma coisa que prezo é família. Isso não significa que deixo eles falarem o que quiserem ou tomar atitudes inapropriadas. Essas atitudes me magoam muito, sebe? Já não bastam aqueles parentes  já foram morar com Deus?

Hoje, eu não tenho medo de ser assaltada na rua de casa e muito menos da escuridão. Tenho medo dessas pessoas que consideramos importantes começarem sair à Francesa. Vai indo aos poucos e de repente PUUF!

Já que estamos falando de tantos medos. Olha só mais um: Tenho medo de ser igual a essas pessoas que se vão. Porque o pior sentimento que existe é saber que alguém ficou com um buraco no coração por minha causa. 

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