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Feijões


Hoje mais cedo estava relendo um livro de crônicas que já foi resenhado por aqui, a autora é uma blogueira bem nova, acredito que quando a escreveu tinha uns dezesseis/dezessete anos e em um dos seus textos ela diz que espera um amor e citou características de que a tal pessoa deveria ter.

Isso me fez refletir por algum tempo (mais do que eu queria na verdade). Na crônica tinha algumas frases como “tem que gostar de feijão”, “tem que saber que prefiro flores a cinema” e outras características e gostos imposto. Então, pera lá, será que encontrar uma pessoa bem legal não vai rolar nada pelo simples fato de não gostar de feijão, na hora suou bem pejorativo.

O dia foi passando e vinham flashes dessas citações nos meus pensamentos e então troquei “feijões” por referências. É mais fácil criticar quando a colocação é mais simples. Enfim, quantas vezes não dei atenção para alguém pelas músicas que gostava pelo que escrevia ou pela forma que se comportava?  Calma ai leitor, não pense que tudo isso foi sempre consciente.

O que é esperar por alguém? A consequência disso é a idealização da pessoa perfeita? Faz sentido esperar por um sujeito que talvez não exista porque as exigências são grandes demais?

Sei que são muitas perguntas por causa de uma simples frase de gostar ou não de feijão, mas isso suou como um pensamento controlador e determinista sobre alguém sabe? Desde quando conseguimos ter controle (ou temos o direito de ter) sobre o que o outro gosta? Não há variações, fica comigo só se não gostar de tal coisa e pronto. São muitos pensamentos egoístas para um parágrafo só. A que ponto chegamos.


Para terminar uma última pergunta: Como podemos pensar em controlar ou determinar o que o outro pensa e querer mudar o que ele é para atender nossas expectativas? Pode ser que nessa resposta entre em pauta algumas “verdades” e bom... Isso é assunto para outro texto

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